O gás Ozônio (O3) é um dos gases que compõe nossa atmosfera, cerca de 90% desse ozônio fica concentrado entre 20 e 40 km de altitude, na estratosfera (camada atmosférica acima da troposfera, na qual vivemos), formando a camada de ozônio.
Esse gás é responsável por absorver 95% das perigosas radiações solares ultravioletas do tipo B (UV-B). O excesso de radiação pode ser nociva aos seres humanos, podendo causar queimaduras na pele quando há uma exposição prolongada ao sol, danos à visão, envelhecimento precoce e desenvolvimento de câncer de pele. A fauna e a flora também sofrem e podem morrer por causa da maior incidência desses raios.
O Protocolo de Montreal é um tratado internacional que visa proteger a camada de ozônio, estabelecendo a eliminação progressiva da produção e consumo de substâncias químicas que a destroem, como os clorofluorcarbonos (CFCs,HCFCs e HFCs). Assinado em 1987 e em vigor desde 1989, é um dos mais bem-sucedidos acordos ambientais do mundo, com adoção universal por 197 Estados-Parte. O tratado impõe obrigações vinculativas aos países para que reduzam e eliminem essas substâncias, e já é comprovado que contribui para a recuperação da camada de ozônio.
A foto acima mostra a situação inicial em 1979, a situação em 2006, com um buraco enorme indicado pela cor roxa e a situação em 2019, onde é possível ver que a camada está se recompondo, indicado pela cor azul claro.
O Protocolo de Montreal mostra o quanto é possível melhorarmos as condições de nosso planeta quando agimos em conjunto. Uma lição a ser levada por todos e em todas as situações de âmbito global.
JUNTOS PODEMOS MAIS.